domingo, 25 de abril de 2010

Liberdade



Hoje, num dia que deveria ser simbolizar a liberdade, confesso que não sinto que os açorianos sejam verdadeiramente livres. O Partido Socialista é a União Nacional do actual regime. Um partido que se confunde e que possui uma relação simbiótica com o aparelho administrativo e repressor do Governo Socialista Regional.

Grande parte do Povo Açoriano vive no medo e no terror de desafiar o poder estabelecido. Teme por si e pelos seus filhos. Teme que a administração pública lhes feche as portas se não pertencer ao partido da rosa e do punho. Teme que o negócio, que a exploração agrícola ou qualquer outra actividade a que se dediquem não floresça se ousarem criticar o poder.

Hoje não se vive em liberdade nos Açores. Isto é uma ditadura como outra qualquer. Um regime que persegue os que pensam de forma diferente, principalmente os mais vulneráveis e os mais desfavorecidos da sociedade açoriana.

Não chega já de miséria e de falta de perspectivas de futuro? Revoltem as vossas consciências e ergam as vossas colunas vertebrais. Não tenham medo! Quebrem as grilhetas da sujeição e derrotem aqueles que vos escravizam. A liberdade é o supremo prazer da raça humana. A liberdade é algo de que nunca deveremos abdicar. É isso que eu tento fazer em todas as circunstâncias: viver livre.

Viva a democracia!
Viva a liberdade!

sábado, 24 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Plataformas Logísticas

"A decisão de não agendar o PROTA para a sessão plenária desta semana, poderá estar relacionada, precisamente, com a contestação pública às plataformas logísticas para o transporte marítimo de mercadorias, que estão previstas no diploma.

Ainda assim, o Partido Popular Monárquico (PPM) vai interpelar o Governo sobre o assunto: os trabalhos parlamentares arrancam esta tarde com a interpelação dos monárquicos ao Executivo sobre as plataformas logísticas.

As plataformas estão propostas no PROTA, Plano Regional de Ordenamento do Território, que pretende alterar o actual modelo de transporte marítimo de mercadorias entre a Região Autónoma e o Continente.

O deputado do PPM está, claramente, contra esta ideia, que considera ser "um retrocesso de 500 anos".

Por essa razão, Paulo Estêvão decidiu provocar um debate parlamentar sobre a matéria, para que o assunto não passasse despercebido, durante a discussão sobre um diploma tão vasto como o PROTA.

A Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho já tinha elaborado, na passada semana, o relatório final sobre o diploma, mas, o documento só será discutido na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, o mais tardar, em Maio.

A decisão de adiar a discussão do PROTA poderá estar relacionada com as críticas às plataformas logísticas, que chegam mesmo do interior da bancada da maioria socialista, mas, a justificação oficial é de que não haveria tempo para analisar o diploma na corrente semana.

A agenda parlamentar inclui mais de uma dezena de projectos, designadamente, sobre as térmitas, o FundoPesca, os Serviços de Ambiente da ilha do Corvo, as regras na publicidade institucional, os recursos hídricos e a RTP /Açores."

RTP/Açores: Ricardo Freitas / Carlos Tavares

sexta-feira, 16 de abril de 2010

sábado, 6 de março de 2010



Existiu um tempo, para além da infância e aquém da desilusão, em que acreditei nas utopias. No triunfo inevitável do bem, no carácter indomável da liberdade, na bondade intrínseca da humanidade e na força irresistível da palavra.

Foram tempos em que li, avidamente, as vidas dos Santos, que foram os meus primeiros heróis. Fascinava-me o heroísmo de quem dedicou a sua vida a tentar melhorar, ou até a salvar, as vidas dos outros. Claro que dispensei logo algumas espécies de santos: os que alcançaram a santidade matando sarracenos, os que se distinguiram como servidores do Santo Ofício, os que converteram de forma coerciva milhares de índios, os que pactuaram com os poderes temporais arbitrários e até aqueles que se refugiaram nos claustros, para fugir ao mundo difícil dos homens e procurar o fácil aconchego de Deus.

Não, esses santos não me interessam, nunca me interessaram. Interessam-me apenas aqueles que tentaram viver como Jesus Cristo, o Tal que deu a sua vida pelos outros e pregou a humildade, o amor ao próximo, a igualdade de todos os seres humanos e o altruísmo em todas as circunstâncias.

Assusta pensar como esta mensagem foi subvertida, muitas vezes a partir do próprio púlpito, ao longo dos séculos. Como foi possível perseguir, agrilhoar, torturar, espancar e matar em nome de Jesus?

Como comecei por escrever, resta-me muito pouco dessa fé na humanidade e em Deus. Sim, porque não Lhe perdoo as ausências quando o horror triunfa e Ele não consegue ou não quer evitar o sofrimento de tantos homens, mulheres e crianças inocentes. Sim, porque eu não aceito o facto da redenção da humanidade e do indivíduo ter de implicar, inevitavelmente, sacrifício e dor. Como pode Deus, entidade de infinita bondade, comprazer-se com o sacrifício ou a infelicidade dos seus filhos? Não, o Deus em que eu quero acreditar não tolera a injustiça, a infelicidade ou a crueldade.

Talvez a escolha divina resida no estrito respeito pelo livre-arbítrio de cada homem e de cada mulher. Se assim for, isso significa que o Cosmos é uma democracia e que a liberdade é a sua natureza intrínseca.

Quem escreve estas linhas admira os santos, mas sabe que não é essa a sua natureza. Tenta, mas não consegue. Sabe o que é justo, mas não consegue sê-lo. Levanta-se, mas cai logo a seguir. Vive diariamente derrotado pelas circunstâncias, incapaz de dar a outra face e de ser, em todas as circunstâncias, ou apenas numa parte aceitável delas, altruísta.

Sou político e por isso, tendo em conta a interpretação popular dos dias que correm, faço parte de uma raça danada. O Povo vota-nos, mas despreza-nos tal como o fazia anteriormente em relação aos insuportáveis fidalgotes (para agravar a coisa, sou uma espécie de último moicano monárquico, nestes tempos de centenário golpista).

Assim, eu, pecador, me confesso. Amanhã, a partir das primeiras horas do dia, vou voltar a tentar ser um homem melhor. É um exercício muitas vezes repetido, mas sempre votado ao fracasso. Só peço a Deus a oportunidade de não ter de ver ou ouvir mais uma patifaria da nossa estirpe socialista. Mais uma perseguição política aos outros (como a que está novamente em curso na Escola do Corvo) ou a prática de mais uma insensibilidade em relação a quem está em dificuldades e é mais vulnerável (como a situação vivida pelas desgraçadas trabalhadoras da Cofaco da ilha do Faial).

Se isso suceder, sei que serei tomado pela cólera e pelo muito pagão hábito do olho por olho, dente por dente. Sim, não tenho, de facto emenda ou esperança. Dar a outra face? Não sou capaz e … pior que tudo, não quero e não me arrependo de não querer.